Muita gente me pergunta como é a vida após um ano de gastroplastia, todos querem saber se a fase do oba-oba continua, se é verdade que pode comer bastante sem engordar e se já é possível comer carne como um legítimo gaúcho.
Um ano de gastroplastia
Passou um ano e meio já da cirurgia bariátrica, e por vezes você nem lembra mais que é operado. É sério, tem gente que acha que isto é ruim, mas eu vejo com bons olhos, pois já retornei a minha vida normal, com hábitos um pouco melhores (ninguém falou em perfeito, ok?) e com um pouco mais de saúde. Digamos que o trabalho, família, filhos e demais preocupações do dia tornam-se tão prioritários que você acaba vivendo no automático, por vezes.
Mas, pelo menos 5 ou 6 vezes por dia precisamos nos deparar com o que nos levou a ficar obesos: a comida. E se você ainda só faz 3 refeições ao dia, saiba que você precisa mudar este péssimo hábito o quanto antes. Nas refeições, preciso sempre priorizar os alimentos que vou ingerir, porque se antes eu priorizava carnes e frituras, hoje preciso priorizar os carboidratos, fibras e saladas.
Eu não consigo gostar – de verdade – de salada, confesso que parei de brigar com elas pois preciso do que elas oferecem de bom. Então larguei geral o costume de comer carne e frituras e passei a ingerir mais comida caseira mesmo: arroz, feijão, macarrão, aipim, batata e derivados acompanhados de saladas de cenoura, rabanete, pepino, alface americana, beterraba, palmito.

Larguei o maldito refrigerante ainda na dieta pré operatória, e desde que operei nunca mais tomei refrigerante. No começo era pela dieta que era restrita, após os 6 meses não tive vontade de experiementar, e uma única vez fui numa festa onde só havia refrigerante para beber e passei mal violentamente pelo gás do refrigerante, pois aquilo é uma bomba e estufa seu estomago até dizer chega. Não consegui comer mais nada aquele dia, sem contar a dor.
No lugar do refrigerante, sempre suco e água atendem bem, agora eu sou o chato que não toma refrigerante pra rachar uma garrafa de 2 litros entre os amigos. A cerveja é algo que próximo a um ano de cirurgia aprendi novamente a apreciar e tomar, mas em quantidade bem pequena devido ao seu alto teor calórico. Vinhos finos secos tem sido muito agradáveis e inclusive recomendados pelo meu cirurgião diariamente, numa dose moderada de até 100ml por dia, sempre a noite após o jantar.
A fase do oba-oba
Ah, que saudades da fase do oba-oba. Onde eu comia 100g por refeição no pós-operatório e ficava satisfeito como se tivesse saído de um rodízio de pizza na sexta-feira a noite.
Muita gente pensa que esta fase vai durar o resto da vida e que mesmo após um ano de gastroplastia você vai continuar emagrecendo o resto da vida. Na verdade esta fase pode durar muito tempo, desde que você mude o seu conceito de oba-oba. Não adianta querer comer como gordinho porque se você fizer, gordinho ficará novamente.
Muita disciplina ainda é necessária, e eu volta e meia me pego na ausência de usar ela. Manter o peso é uma luta diária, e eu sempre digo que é uma luta que faço 5 ou 6 vezes por dia, a cada refeição, mantendo o controle para que eu não volte a engordar. Além disso os exercícios físicos – como as minhas pedaladas – ajudam bastante a manter o corpo com um metabolismo normal, consumindo parte das calorias consumidas em excesso.





















