Vida após um ano de gastroplastia

Muita gente me pergunta como é a vida após um ano de gastroplastia, todos querem saber se a fase do oba-oba continua, se é verdade que pode comer bastante sem engordar e se já é possível comer carne como um legítimo gaúcho.

Um ano de gastroplastia

Passou um ano e meio já da cirurgia bariátrica, e por vezes você nem lembra mais que é operado. É sério, tem gente que acha que isto é ruim, mas eu vejo com bons olhos, pois já retornei a minha vida normal, com hábitos um pouco melhores (ninguém falou em perfeito, ok?) e com um pouco mais de saúde. Digamos que o trabalho, família, filhos e demais preocupações do dia tornam-se tão prioritários que você acaba vivendo no automático, por vezes.

Mas, pelo menos 5 ou 6 vezes por dia precisamos nos deparar com o que nos levou a ficar obesos: a comida. E se você ainda só faz 3 refeições ao dia, saiba que você precisa mudar este péssimo hábito o quanto antes. Nas refeições, preciso sempre priorizar os alimentos que vou ingerir, porque se antes eu priorizava carnes e frituras, hoje preciso priorizar os carboidratos, fibras e saladas.

Eu não consigo gostar – de verdade – de salada, confesso que parei de brigar com elas pois preciso do que elas oferecem de bom. Então larguei geral o costume de comer carne e frituras e passei a ingerir mais comida caseira mesmo: arroz, feijão, macarrão, aipim, batata e derivados acompanhados de saladas de cenoura, rabanete, pepino, alface americana, beterraba, palmito.

um ano gastroplastia porto seguro Vida após um ano de gastroplastia

Larguei o maldito refrigerante ainda na dieta pré operatória, e desde que operei nunca mais tomei refrigerante. No começo era pela dieta que era restrita, após os 6 meses não tive vontade de experiementar, e uma única vez fui numa festa onde só havia refrigerante para beber e passei mal violentamente pelo gás do refrigerante, pois aquilo é uma bomba e estufa seu estomago até dizer chega. Não consegui comer mais nada aquele dia, sem contar a dor.

No lugar do refrigerante, sempre suco e água atendem bem, agora eu sou o chato que não toma refrigerante pra rachar uma garrafa de 2 litros entre os amigos. A cerveja é algo que próximo a um ano de cirurgia aprendi novamente a apreciar e tomar, mas em quantidade bem pequena devido ao seu alto teor calórico. Vinhos finos secos tem sido muito agradáveis e inclusive recomendados pelo meu cirurgião diariamente, numa dose moderada de até 100ml por dia, sempre a noite após o jantar.

A fase do oba-oba

Ah, que saudades da fase do oba-oba. Onde eu comia 100g por refeição no pós-operatório e ficava satisfeito como se tivesse saído de um rodízio de pizza na sexta-feira a noite.

Muita gente pensa que esta fase vai durar o resto da vida e que mesmo após um ano de gastroplastia você vai continuar emagrecendo o resto da vida. Na verdade esta fase pode durar muito tempo, desde que você mude o seu conceito de oba-oba. Não adianta querer comer como gordinho porque se você fizer, gordinho ficará novamente.

Muita disciplina ainda é necessária, e eu volta e meia me pego na ausência de usar ela. Manter o peso é uma luta diária, e eu sempre digo que é uma luta que faço 5 ou 6 vezes por dia, a cada refeição, mantendo o controle para que eu não volte a engordar. Além disso os exercícios físicos – como as minhas pedaladas – ajudam bastante a manter o corpo com um metabolismo normal, consumindo parte das calorias consumidas em excesso.

 

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11 meses de gastroplastia

E o tempo vai passando, e com 11 meses de gastroplastia a vida já está no automático há um bom tempo, e quando você menos espera já está tendo de regular sua alimentação novamente para que todo o seu esforço e dedicação somados com a cirurgia bariátrica não tenham sido em vão.

11 meses de gastroplastia

Parece assustador falar sobre controlar a alimentação com apenas 11 meses de cirurgia, mas é assustador mesmo. Como a vida vai ficando no automático, sua mente de gordo volta e meia tenta te sacanear aproveitando momentos de ansiedade, de cansaço ou stress para te fazer lembrar que comer é um prazer e que tudo “pode” ser resolvido comendo algo.

Lembro muito bem que meu psicólogo falou em algumas sessões de terapia no grupo pré-operatório: a gastroplastia é uma mera ferramenta, um mecanismo para você ter uma segunda chance, que você não deve jogar fora. Nos primeiros meses após a intervenção cirúrgica passamos pela fase de namoro, onde o emagrecimento é constante e a fome não existe, porém depois toda a responsabilidade volta sobre nossa força e paciência de controlar nossa fome, ou melhor, nossa vontade de comer para que não volte a ser uma compulsão por comida, como era anteriormente.

Se eu estou passando por isso? Sim, como todo gastroplastizado. Nossa vontade de mudar precisa ser grande, porque obesos após a cirurgia bariátrica ainda tem a mente de gordo. É uma luta diária com no mínimo cinco leões pra sacrificar, e não comer eles. Sempre digo as pessoas que a luta contra a obesidade não é fácil, pelo simples motivo de que você precisa encarar o seu maior problema pelo menos três vezes ao dia: a comida, nas refeições.

Pedalando eu chego lá

O que tem me ajudado muito no controle do peso e como válvula de escape no controle da ansiedade é o esporte, a atividade física.

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Pedal na estrada do Inferninho

Depois de 11 meses, não é novidade que sou adepto do ciclismo, uma paixão de adolescente que resgatei depois da cirurgia bariátrica eliminando o excesso de peso, que me permitiu voltar a pedalar. Ultimamente tenho feito em média 50km por semana devido a primavera chuvoasa que sempre faz em Joinville, mas é um número que quero elevar novamente aos 100km por semana.

O ciclismo tem me ajudado no controle de peso pelo grande gasto calórico que proporciona. Hoje meus treinos gastam na média de 750kcal por hora pedalada, apesar de ser um grande número, 30% do gasto calórico é novamente ingerido para que o corpo não fique sem carboidratos, principal combustível aos músculos enquanto se pratica o ciclismo.

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Mentiras que todo ciclista conta

Todo ciclista gosta de aumentar um pouco ou inventar umas belas mentiras. Isso não é só exclusividade para bebuns ou pescadores não.

Nos pedais que tenho feito, andei coletando algumas mentiras bem contadas, e resolvi publicar aqui no blog pra rir um pouco:

  1. você aguenta (clássica das mentiras, dirigida pra iniciantes);
  2. a trilha é leve;
  3. vamos na manha, sem forçar;
  4. o pedal vai ser light;
  5. é só uma subidinha, depois é tudo descida;
  6. daqui pra frente é só descida;
  7. tá chegando
  8. falta pouco, uns 10km no máximo (faltam mais de 30km, por baixo);
  9. depois daquele morro acaba a subida (e começam outras, piores);
  10. não tem areião não. Choveu e o terreno está uma beleza (beleza admirada por gente que gosta de lama);
  11. eu sei o caminho;
  12. no GPS era bem por aqui, pode vir que eu conheço;
  13. tem um visual lindo depois, vale a pena;
  14. até o *fulano* foi;
  15. eu conheço um atalho;
  16. fica traquilo, qualquer coisa eu te espero;
  17. nem precisa levar o farol, a gente chega cedo;
  18. a volta é mais tranquila;
  19. a subida é leve, vai que vai;
  20. era pra eu ter conseguido pódio, mas meu pneu furou três vezes;
  21. essa subida é moleza. Eu subi muito devagar porque meus pneus não estão bem cheios.
  22. trabalhei muito esta semana, se não estaria bem mais rápido agora;
  23. não vai chover;
002261 Mentiras que todo ciclista conta

Fica, a trilha tá seca (a menor das mentiras)


Eu ainda acho que esta lista vai aumentar, quem tiver mais mentiras pra contribuir coloque nos comentários.

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Reduzir sódio: vida mais saudável

O sódio, grande vilão para quem sofre de hipertensão arterial – a famosa pressão alta – está na mira do Governo Federal.

Isso não significa que o preço do sal vai aumentar ou que você vai pagar mais imposto por consumir mais sódio na sua dieta. Mas demonstra que a saúde a nível nacional está tentando junto com a indústria alimentícia reduzir as quantidades de sódio nos alimentos industrializados.

O ministro da saúde – Alexandre Padilha – deu uma bola dentro assinando um acordo com os produtores de alimentos processados para reduzir sódio em alimentos de 16 categorias. E tudo vai começar pelos pães, bisnaguinhas e massas instantâneas.

A meta do acordo é diminuir 40% do sódio nestes alimentos, visto que a Organização Mundial da Saúde – OMS – recomenda a ingestão de até 5 gramas de sal diariamente.

Mas, tudo ainda vai levar um tempo. Até porque as empresas precisam adequar suas receitas e tentar manter a mínima alteração de sabor para não perder os clientes. Espera-se que não incluam mais gorduras trans nos alimentos para reforçar o sabor.

miojo cheio de sodio sal Reduzir sódio: vida mais saudável

Miojo? Além de frito, cheio de sódio!

Algumas metas devem ser cumpridas até 2012 e concluídas até 2014. Massas instantâneas, a quantidade limite de sódio é de 1,9 até 2012. Parece pouco, mas é 30% a menos a cada ano que passa.

Já os pães de forma, o acordo prevê redução do teor máximo de sódio para 645 miligramas até 2012, e para 522 miligramas até 2014.

O pão francês, os bolos prontos, as misturas para bolos, os salgadinhos de milho e as batatas fritas devem entrar no embalo também. Até o fim deste ano, será a vez dos biscoitos (cream cracker, recheados e maisena), embutidos (salsicha, presunto, hambúrguer, empanados, lingüiça, salame e mortadela), caldos e temperos, margarinas vegetais, maioneses, derivados de cereais, laticínios (bebidas lácteas, queijos e requeijão) e refeições prontas (pizza, lasanha, papa infantil salgada e sopas).

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Sibutramina: Anvisa proíbe anfetaminas

Quem aqui nunca usou uma anfetamina ou sibutramina associado a dietas e regimes para emagrecer? Nem vou cair na besteira de perguntar o que aconteceu depois que pararam de tomar estes medicamentos pois eu já fiz 3 tratamentos com sibutramina ou anfetamina e sei bem o resultado: você vai voltar a engordar, fato.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que entre outras atividades regula venda e comercialização de medicamentos no Brasil decidiu ontem proibir boa parte dos inibidores de apetite incluindo as anfetaminas, mais conhecidos como remédios para emagrecer.

Anfetaminas famosas como femproporex, anfepramona e mazindol tiveram seus registros cancelados e deverão sair de comercialização em até 60 dias. Pacientes que fazem tratamentos para obesidade com estes medicamentos ou similares deverão ser reavaliados e orientados para um novo tratamento pelos seus médicos.

sibutramina Sibutramina: Anvisa proíbe anfetaminas

Sibutramina, vale a pena?

No caso da sibutramina a proibição ainda não foi declarada – apesar de vários outros países já terem abolido este medicamento há anos – mas, o controle de venda e comercialização da sibutramina será correlatado com a apresentação de um termo de informação sobre eficácia e segurança do medicamento, assinado pelo médico e paciente.

Existem estudos que indicam que a sibutramina pode aumentar o risco de problemas cardíacos em pacientes com fatores de risco. A decisão sobre as anfetaminas foi unânime: os quatro diretores votaram contra a manutenção da venda dos medicamentos. Falando da sibutramina, apenas o diretor José Agenor da Silva defendeu sua proibição.

Fonte: Anvisa

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10 meses de gastroplastia

São 10 meses de cirurgia bariátrica e no dia de ontem tive uma consulta de acompanhamento pós gastroplastia com o meu cirurgião, o Dr. Jorge Massahiro Nakassa lá na Obesimor.

10 meses de cirurgia bariátrica

Nos últimos 30 dias não tenho muitas novidades diretamente relacionadas ao tratamento em si. Nesta consulta com o cirurgião ele tratou de assuntos de reincidência da obesidade em grupos com mais de 36 meses de tratamento pós, onde os índices são bem altos. Há sempre uma preocupação em não fazer parte deste indicador, e é o que venho tentando no tratamento.

Hérnia

Eu estava particularmente incomodado com uma suspeita de hérnia no meu abdomem. Relatei na consulta com o cirurgião e depois de muito aperta aqui, tosse ali, faz força aqui e empurra a barriga pra fora ele não conseguiu identificar nenhuma hérnia. Fiquei contente pois assim posso pedalar sem procupação.

Meta de Emagrecimento

Achei estranho que meu cirurgião nunca tinha comentado em meta de emagrecimento ou um peso ideal. Ele sempre se preocupou mais com o caminho do que com o objetivo em si. Hoje ele comentou que 89kg era um bom peso para se manter para o resto da vida pós cirúrgica. Na triagem registraram 90kg, o que me coloca a mero 1kg da meta com a cirurgia bariátrica.

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10 meses de gastroplastia, adeus gesso!

Gesso

Na última semana retirei o maldito gesso que estava imobilizando minha fratura no escafóide. Foi um saco usar o gesso e a alegria de poder voltar novamente tomar banho sem um saco plástico no seu braço é realmente algo muito bom. Sem contar que agora já posso voltar a treinar para o Desafio Marcio May, outra prova de MTB que quero tentar participar ainda este ano.

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9 meses de gastroplastia

Depois de 9 meses de redução de estomago, você já tá bem informado sobre uma alimentação correta e que seja compatível com bons padrões alimentares.

9 meses e educação alimentar

Sim, eu sei que se for pra ficar só comendo coisas naturebas e 100% saudáveis você precisa ser muito aplicado e sinceramente um obeso mórbido que precisou de ajuda médica com uma cirurgia bariátrica não é nenhum grande exemplo a se seguir. Mas, com intervenção médica ganhamos uma segunda chance, que podemos usar para educar nossa alimentação ou para estragar novamente, vai de cada um.

Eu mesmo costumo dizer que não existe este negócio de reeducação alimentar pra obeso mórbido, até porque ele nunca teve educação pra comer. Se a tivesse não teria chegado no peso absurdo. Então o correto é uma educação alimentar. Minha educação alimentar tem sido comer menos carne, e chega ser estranho isso vir de um cara carnívoro assumido como era.

Carne, vilã?

Era.
Com a gastroplastia aprendi saborear pequenos pedaços de carne, eventualmente, e não mais todos os dias em forma exagerada quando 80% do meu prato era composto por carne (sim, 0s 20% restantes eram maionese ou batata frita).

Apesar da carne ser uma ótima fonte de proteinas e ferro, não tenho mais todo aquele frenesi por carne como antes da cirurgia bariátrica. Hoje carne representa 20% do meu prato, onde os 80% restantes são carboidratos, saladas e vegetais.

Beto Carrero MTB

Treinando para o Beto Carrero MTB, que acontece amanhã, sofri uma queda e fraturei a escafoide. Infelizmente este ano não poderei mais competir nesta prova, mas ainda há esperanças de participar do Desafio Marcio May que acontece no final de novembro.

curtir marcelo 9 meses de gastroplastia

Presente de 9 meses de gastroplastia, fratura na escafoide

Estou usando gesso para imobilizar a fratura e calcificar o osso por uma semana, mas meu retorno ao médico ortopedista é daqui 2 semanas para realizar outro raio-x e avaliar como foi a recuperação.

Depois deste retorno ao ortopedista espero poder retornar a fisioterapia o quanto antes para voltar a pedalar, já estou de saco cheio deste gesso e não to muito afim de usar ele por mais de 3 semanas.

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Escafoide, fraturas no ciclismo

Por mera coincidência resolvi escrever sobre a escafoide. Na última semana estive treinando apesar do período chuvoso em Joinville, e retornando para casa sofri uma forte queda de bicicleta em asfalto, em um trajeto bem conhecido.

Da queda resultaram algumas contusões e uma fratura no osso escafoide no punho da mão direita. Tive de cancelar a participação em duas provas que ocorrem nas próximas semanas pois estou com o braço e punho engessados por 60 dias para uma recuperação desta fratura.

A Escafoide

Recorri a wikipédia para fundamentar e conhecer um pouco mais

O escafoide é um dos oito ossos que formam o carpo. É classificado como um osso curto e localiza-se lateralmente em relação aos outros ossos do carpo. No carpo, a fratura do escafoide é a lesão óssea mais frequente, presente em cerca de 60% das fraturas desta região da mão. Esta incidência chegou a 78,8% das fraturas de ossos do carpo em um total de 6390 fraturas dos ossos do carpo descritas.

Quando ocorre uma fratura na escafoide, existe uma grande preocupação em relação a sua calcificação, porque a irrigação sanguínea pode ter sido comprometida, além deste osso já ser de pouca irrigação natural.

fratura escafoide Escafoide, fraturas no ciclismo

Raio-X de fratura na escafoide

Ciclismo

No ciclismo geralmente as fraturas ocorrem em quedas com apoio sobre a mão espalmada/distendida no chão. A utilização de luvas minimiza o dano a pele mas não evita fraturas no osso pois a mesma ocorre devido ao impacto da queda.

Há de se tomar um cuidado no diagnóstico sem avaliação médica, pois a fratura é facilmente confundida com os mesmos sintomas de uma contusão: dor e edema no punho, normalmente abaixo do polegar e tensão na região da fratura.

Tratamento

Em todos os casos é engessado o braço incluindo o polegar por pelo menos 60 dias, devido a lenta recuperação deste osso devido a baixa irrigação.

Em alguns casos a calcificação da escafoide pode não ocorrer e os fragmentos do osso não se consolidam. Nesses casos, a cirurgia é indicada para colocação de fios de kirschner.

Passado o período do gesso, o ciclista geralmente passa por algumas sessões de fisioterapia e gradualmente pode ir retornando aos treinos habituais.

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Barra Velha x Joinville via BR101 (106Km)

Parece que toda vez que vai sair uma viagem de bike mais distante, o tempo sempre resolve atrapalhar. Por hora chove ou outras vezes o frio é bem intenso. Neste último pedal até Barra Velha (nós já fomos por outro caminho) choveu boa parte da semana até o sábado quando o tempo ficou seco novamente, porém no domingo pela manhã o frio estava muito forte.

Nesta saída pra pedalar estávamos eu, Schramm, Fernando e Luiz Claudio. Faltando poucos minutos o Luiz ligou e avisou que não iria aguentar o trajeto, já que no dia anterior tínhamos feito 50km pra treinar. Com esta baixa, seguimos em 3 bikers em direção a Barra Velha.

Saída de Joinville

As 6 horas da manhã, todos no Pórtico de Joinville com muito frio. Geralmente neste horário se faz o maior frio da madrugada e marcava apenas +8c

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8 graus, e depois ficou ainda mais frio

Coragem retomada, seguimos “na manha” pela marginal da BR 101 sentido sul. Neste início o frio era tão grande que a mão parecia que iria congelar, além das pernas ainda frias sentindo o atrito com o vento gelado.

Poucos kilômetros depois o frio ainda persistia mas o sol começou a dar as caras e amenizar um pouco a sensação térmica. 15km percorridos e já não sentíamos tanto frio como inicialmente pelo aquecimento do corpo pedalando e já comemorávamos médias boas de 23km/h até o trevo da BR101 com a BR280, mais conhecido como o Trevo de Jaraguá.

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Fernando e Schramm no Trevo de Jaraguá

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Eu e o Schramm no Trevo de Jaraguá

Ali mesmo no trevo paramos pra comer banana que havia colocado na mochila do Schramm e algumas bolachas pra repor energias e logo seguimos pela BR 101. Neste trecho fizemos médias muito boas, com velocidades constantes entre 25km/h e 33km/h que somente eram quebradas na subidas, algo bem inevitável.

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A caminho de Barra Velha

Barra Velha, to chegando!

Com 120 minutos de viagem, incluindo as paradas, já estávamos no Posto Sinuelo em Araquari (bem próximo da divisa com Barra Velha) e lá fizemos uma parada mais longa e alguns pequenos ajustes nas bicicletas pra continuar a viagem. Alguns minutos mais e já estávamos chegando o pedágio e também na Polícia Rodoviária Federal em Barra Velha.

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Parada estratégica no Posto Sinuelo

Faltando menos de 5km pra chegar em Barra Velha, o meu pneu traseiro furou. Coincidentemente na frente de um posto com uma enorme borracharia (pois é, eu também pensei a mesma coisa). Paramos para remendar a camera de ar e seguimos para completar a viagem até Barra Velha em apenas 3hs, incluindo as paradas para se hidratar, comer e consertar o pneu furado.

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Chegando em Barra Velha

Chegada em Barra Velha

Chegando na cidade, fomos numa confeitaria no centro (já virou tradição) pra tomar um reforçado café. Depois seguimos até a praia pra curtir o vazio da cidade, porque cidade com praia só tem movimento no verão.

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O que o Schramm tava fazendo?

Retorno

Nosso retorno era programado para voltar de ônibus até Joinville, mas com a boa média de velocidade que fizemos até lá, todos concordaram em voltar de bike pra casa. E antes de retornarmos demos uma passada na Parada Havan pra subir o mirante que há na réplica da Estátua da Liberdade.

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Vista da Estátua da Havan

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Barra Velha ao fundo

Seguindo viagem, fizemos paradas novamente no pedágio da BR 101 e também no Posto Sinuelo pra almoçar. Chegando em Joinville fizemos a última parada antes de chegar em casa no Posto Maiochi para hidratação e alongamento, e assim fomos até a entrada de Joinville.

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Em retas, a velocidade era muito boa

A saga do pneu

O Schramm e o Fernando seguiram pela rua Anita Garibaldi e eu segui ainda pela BR 101 até o pórtico, 200m depois de me despedir deles, furou novamente meu pneu traseiro. Se eu já não gostava muito deste pneu, ali eu já estava a ponto de jogar ele fora. Só que era domingo, tudo fechado e faltavam pouco menos de 5km pro destino final, lá fui eu remendar novamente o pneu traseiro, e como fazer isto sozinho é bem mais chato e demorado.

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Chegando em Joinville

Segui com o pneu remendado, faltando apenas 1km e o que acontece? Bingo, furou o pneu denovo. Nesta hora eu já nem tinha mais saco pra arrumar o pneu: somando o cansaço de pouco mais de 100km percorridos, fui empurrando os últimos mil metros até meu destino final.

Apesar da irritação com o meu pneu, foi mais um desafio aceito, mais uma conquista. Agradeço aos amigos Fabio e Fernando pela compania. O Luiz perdeu de dar boas risadas conosco depois das mil pérolas que fiz pelo caminho, fica o convite pra próxima.

Ah, querem saber do pneu? Eu nem arrumei ainda e eles vão direto para o lixo.
Só o pneu traseiro foi o quinto furo em menos de 300km.

Outra coisa, estava usando o Levorin Moab só porque ele estava parado aqui.
Nunca, nunca cogitem usar este pneu, é muito ruim.


Comentários do Fernando

Dentro do esperado foi tudo muito tranquilo, poucos contra-tempos a parceria de vc’s, mantendo o animo o ritmo e o objetivo, superamos as expectativas, e eu, particularmente, realizei o que já tinha virado um sonho, de mais de 10 anos.

2011 08 21 10.44.32 Barra Velha x Joinville via BR101 (106Km)

Fernando realizando o sonho de pedalar até a praia

Espero encarar mais desafios, com essa galera até desafios maiores. É isso ai, fica a dica pra quem tá preocupado, vamos deixar as desculpas de lado e encarar os desafios. A distancia agente vence, o cansaço agente engana, a fome agente mata.
Quanto à um ultimo detalhe, não sei quanto ao Marcelo e o Fabio, mas achei que pedalar na BR 101 é muito mais tranquilo e seguro do que na área urbana de Joinville e principalmente do que na BR 280. O acostamento é bom, o trajeto não é tão difícil, tem bons lugares onde parar e até um cafézinho na faixa com os camaradas da autopista litoral sul.

É isso vamo lá, eu deixei minha contribuição no livro de sugestões da autopista, pra construirem uma ciclovia paralela a BR, para podermos viajar mais de bike! Pode parecer ridículo, mas acho que seria um excelente projeto para dar mais segurança e mobilizar mais ciclistas a começar a viajar de bike e não ter de ficar só em circuitos, vamos realmente usar a bike como meio de transporte!

Abraço.

PS: Parabéns a iniciativa do Fabio e ao Marcelo por ter agitado essa viagem, contem comigo na próxima.


Ficha Técnica

  • Distancia: 106.70Km
  • Tempo Pedalando: 04:44h
  • Velocidade Média: 22,46Km/h
  • Velocidade Máxima: 46.7Km/h
  • Calorias Queimadas: 3980Kcal
  • Pneus furados: 3

 

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8 meses de gastroplastia

Depois de 8 meses, você começa a se acostumar mentira com as pessoas te chamando de magro mesmo não se achando magro. Na verdade, o termo ainda é estranho mas digamos que você vai ouvindo ele mais frequentemente então aos poucos você vai se familiarizando.

8 meses de gastroplastia

Pra quem usava calça 62 e agora usa calça 46 realmente ouvir das pessoas que você está magro realmente faz sentido. Precisa ver a cara de espanto quando digo a elas que já eliminei 44 Kg desde a cirurgia bariátrica.

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8 meses de gastroplastia

Não é uma crítica a sociedade ou aos amigos mais próximos, mas é que quando obeso somos sempre acostumados a ouvir piadinhas ou comentários do tipo “andou engordando né?” ou “vê se começa um regime logo” ou ainda “tu tá realmente gordo, precisa se cuidar”.

Sempre fico pensando se estas pessoas falam isso pra se sentirem melhor ou só pra te deixarem mais pra baixo mesmo, porque no fundo nenhuma delas querem o teu bem (essa é a primeira desculpa deles quando você contraria ou se defende).

Nutricionista

Voltei a nutricionista para acompanhar minha dieta agora com 8 meses de gastroplastia e a consulta foi super bacana. A nutricionista comentou que meu cardápio está legal e a quantidade de exercício físico que venho fazendo ajuda bastante a gastar uma bobiça ou algum item mais restrito do cardápio que venho ingerindo exporadicamente.

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Festa Junina? Só se queimar tudo depois no exercício

Nesta consulta consegui ótimas orientações para a minha primeira prova de MTB que vou fazer no mês que vem. Isso foi um ponto bem importante, porque se a alimentação de um desportista ou atleta é diferenciada, a de um desportista gastroplastizado é mais diferenciada ainda, e é preciso tomar alguns cuidados para não faltar energia no dia da prova. Vou primeiro seguir as orientações da nutricionista pra conferir, vamos ver se vai dar tudo certo.

Primeira prova de MTB

Depois de 6 meses pedalando, resolvi criar coragem e me inscrevi para o Beto Carrero Mountain Bike que será dia 04/09/2011 no parque Beto Carrero em Penha. A prova é realizada dentro do parque com um circuito misto de asfalto, boa parte terra e um pouco de trilha com um percurso de aproximadamente 42km e 450m de altitude acumulada.

O maior desafio é pessoal para completar a prova no limite definido pela organização que é de 2hs. Então como é a minha primeira prova, se eu conseguir completar no tempo previsto já me considero um vencedor. Espero voltar aqui com ótimas notícias.

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